Morte de homem no aniversário da filha de 05 anos em Anápolis foi esclarecido

A Polícia Civil, por meio do Grupo de investigação de Homicídios (GIH) da 3ª Delegacia Regional de Anápolis, concluiu as investigações acerca da morte de Rodrigo Clever de Carvalho Barbosa e da tentativa de homicídio contra a criança Ana Laura Domingues Barbosa, fatos ocorridos no dia 12 de fevereiro deste ano, no Bairro JK Nova Capital, em Anápolis.

Segundo o que foi apurado pelos investigadores, a vítima residia no Distrito Federal e em outubro de 2017 mudou-se para a casa onde ocorreram os fatos. Nesta casa, anteriormente, morava Nicleibe da Silva Azevedo que, segundo as investigações, fazia parte de uma associação criminosa especializada em roubo de cargas que tinha como chefe Wanderson da Silva Cariranha, preso no Centro de Inserção Social de Anápolis, mas, mesmo assim, comandava as ações de seu grupo da cadeia.

Em novembro de 2017 a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Anicetus, quando os policiais prenderam os integrantes do grupo de Wanderson. Ao saber que Nicleibe, em seu depoimento, contou que Wanderson era o líder e comandava os roubos de cargas, ele contratou Yuri Marcel Borges da Silva e Luiz Fernandes Martins de Oliveira, para matar Nicleibe na residência dele, no Bairro JK Nova Capital.

Segundo o delegado Cleiton Lobo, Yuri e Luiz Fernandes foram à residência sem confirmar que Nicleibe ainda morava no local. “Para disfarçarem, os dois foram à residência acompanhados de duas garotas e portando pistolas calibre 9mm. Lá, tentaram pular o muro, mas apenas Yuri conseguiu entrar na residência, arrombou a porta e atirou contra Rodrigo Clever, que morreu, e sua filha Ana Laura ficou ferida. Antes do crime, a família havia comemorado o aniversário de cinco anos da menina. Após o crime, os dois, na companhia das garotas, fugiram num veículo Renault/Duster de cor branca”, explicou o delegado.

Wanderson Silva Cariranha chefiava organização criminosa responsável por roubos a carga

O delegado disse que toda a situação traçada foi comprovada através de provas testemunhais, relatório de imagens de circuito de segurança e provas técnicas como o laudo de confronto microbalístico entre a arma utilizada por Yuri Marcel num latrocínio ocorrido.

 

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