Justiça determina sequestro de bens de Marconi Perillo

A decisão, concedida pela 11ª Vara da Justiça Federal, é do último dia 6 de dezembro e deu-se no âmbito da operação Cash Delivery, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa atribuídas a Perillo por executivos da Odebrecht

O Ministério Público Federal (MPF) em Goiás, por meio de seu Núcleo de Combate à Corrupção, obteve decisão judicial determinando o arresto – medida preventiva que consiste na apreensão judicial dos bens do devedor, para garantir a futura cobrança da dívida o ou embargo – do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, da família Rincón e de outras três pessoas.

A decisão, concedida pela 11ª Vara da Justiça Federal, é do último dia 6 de dezembro e deu-se no âmbito da operação Cash Delivery, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa atribuídas a Perillo por executivos da Odebrecht. O valor limite do arresto de todos os bens chega a quase R$ 22 milhões. A divulgação da decisão só agora foi possível pois era mantida em segredo de justiça até que a ordem de arresto fosse cumprida.
Para o MPF, a medida é essencial para resguardar eventual condenação ao ressarcimento dos valores recebidos a título de propina, visto que os investigados poderiam se desfazer de seu patrimônio até o julgamento final do feito.

Entenda

A operação Cash Delivery é um desdobramento das investigações da Lava Jato e decorre de acordos de leniência e colaboração premiada firmados pelo MPF com a Construtora Norberto Odebrecht e seus executivos. Segundo os colaboradores, quando ainda era senador e, depois, também como governador, Marconi Perillo solicitou e recebeu propina no valor de R$ 2 milhões em 2010, e de R$10 milhões, em 2014, em troca de favorecer interesses da empreiteira relacionados a contratos e obras no estado de Goiás.

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