Definido cenário eleitoral em Goiás, cientista político avalia não existir favorito

Com a definição em cima da hora do PP, o prazo para as convenções estaduais foi encerrado no último domingo (5/8), definindo, assim, o cenário eleitoral para a disputa ao Palácio das Esmeraldas.

A maior chapa em Goiás é composta por José Eliton (PSDB) e Raquel Teixeira (PSDB) na vice-governadoria, com Marconi Perillo (PSDB) e Lúcia Vânia na disputa ao Senado Federal. Denominada Goiás Avança Mais, a coligação tem 11 partidos, e conquista a maior fatia do horário eleitoral no rádio e na televisão, sendo 40% do tempo .

A coligação Novas Ideias e Novo Goiás terá o segundo maior tempo de TV, com Daniel Vilela (MDB) e Heuler Cruvinel (PP) ocupando a vice, e Pedro Chaves (MDB) e Vanderlan (PP) ao Senado. O terceiro maior tempo será do candidato Ronaldo Caiado, do Democratas, que lidera as pesquisas no momento. A coligação A mudança é Agora terá Lincoln Tejota, do Pros, na vice, e Jorge Kajuru e Wildes Morais na corrida ao Senado.

Em entrevista ao Jornal Opção, o cientista político Francisco Tavares, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), falou sobre as três principais candidaturas ao governo de Goiás. Segundo ele, Goiás tem três candidaturas competitivas, e, quando isso ocorre, tende a ter desdobramento em dois turnos.

“O ideal é que os candidatos façam uma campanha mais propositiva, sem animosidade e agressividade, para que possam negociar apoio no segundo turno”, avalia.

Para Tavares, o candidato com maior tempo de TV tem vantagens competitivas sobre os demais, porém, não existe candidato favorito diante das alianças formadas, e qualquer um dos três candidatos tem potencial para ir para o segundo turno.


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