Agente diz que preso ofereceu R$100 mil para deixar entrar celulares no presídio de Anápolis

O autor escreveu uma carta que oferecia até R$ 100 mil para que o servidor deixasse entrar celulares na cadeia

Um agente de segurança prisional denuncia que recebeu um bilhete com tentativa de suborno por parte de um detento do Presídio Estadual de Anápolis. O autor da carta ofereceu até R$ 100 mil para que o servidor deixasse entrar celulares na cadeia.

“O senhor não quer ganhar um dinheiro extra em uns rádios? ‘Ajuda nois’, chefe! Uns 50 mil a 100 mil a cada 15 celulares, o senhor nos ajuda? Ou o senhor faz a sua oferta para mim”, escreve o detento.
Na carta, entregue na quarta-feira (13), o preso ainda alega que precisa dos celulares para manter contato com a família.

“Estamos neste sofrimento aqui e precisamos de uma força para sabermos como está a nossa família”, alega o preso.
O bilhete possui 15 linhas e foi entregue ao agente Maicol Victor Barbosa durante o banho de sol no pátio do presídio. Ele se surpreendeu com a proposta.

“Num primeiro momento foi uma reação de nervoso, eu fiquei realmente nervoso com a situação pelo fato de nunca ter dado brecha para esse cidadão para ele me entregar este bilhete”, afirma o agente.

*Denúncia*

Maicol ressalta que não teve dúvidas em denunciar o detento responsável pela tentativa de suborno. A carta foi entregue à direção do presídio.

“Qualquer valor em dinheiro, nada paga a honestidade, aquela tranquilidade de você estar indo e vindo aonde quiser. Não ter que ficar na mão, porque, com certeza, você vai ficar na mão de um cidadão desse”, diz o agente.
O preso foi encaminhado à delegacia de Anápolis, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.

Segundo a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), o interno responsável pela carta se trata de Heyder Oliveira Batista Ribeiro da Silva. Segundo apurou a TV Anhanguera, ele já respondia por roubo e homicídio. Com a tentativa de suborno, ele também deve responder por corrupção ativa.

Fonte: G1

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